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Resenha: Os delírios de consumo de Becky Bloom

Olá, galera, tudo bem?

Já tem um tempinho que li esse romance e estava louca para trazer uma resenha completa para vocês.

Nesse primeiro romance de Sophie Kinsella temos a história de Rebecca Bloom, uma jornalista financeira, ou seja, todos os dias ela escreve reportagens ensinando as pessoas a administrarem seu dinheiro. O que ninguém imagina é que ela é a pior pessoa para seguir seus próprios conselhos. Becky, é uma compradora compulsiva e está tão endividada que já virou mestre em fazer malabarismo com as suas contas e ligações do banco. A melhor maneira que encontrou para aliviar sua frustração de todos os problemas de sua vida é comprando cada vez mais. Contudo, cada vez está ficando mais difícil manter tudo isso, e as desculpas para o gerente do seu banco estão começando a acabar. Sendo assim, Becky está decidida a sair do fundo do poço, seja reduzindo os gastos ou ganhando mais. A primeira alternativa logo vai abaixo, já que ela sempre tem uma desculpa para comprar algo. Então ela embarca na segunda alternativa tentar ganhar mais dinheiro. Ganhar dinheiro não é uma tarefa fácil, já que quanto mais ela tenta ganhar mais gastos e outro problemas aparecem em sua vida. Para complicar ainda mais, ela ainda consegue tempo para se apaixonar pelo sexy expert em finanças Luke Brandon. Entre tentar ganhar mais dinheiro, liquidações imperdíveis e uma paixão não muito bem correspondida, Becky vai conquistando não apenas as pessoas ao seu redor mas os leitores que acompanham sua jornada.

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O livro é divertido e a sensibilidade, o carinho e extremo otimismo de Becky nos faz torcer sempre. Mesmo tendo hora que você quer pegar ela pelos ombros e sacudir e dizer: “Você não precisa comprar isso”, ela acaba nos puxando para sua história de uma forma leve e gostosa de ler. O livro muitas vezes fala diretamente com você e a letra é toda imitando como se tivesse sido escrito a mão pela própria Becky. Gostei como ele vai se desenrolando e como o foco principal não é o romance dela com o Luke, mas sim a trajetória dela para se livrar de todos os problemas. Em alguns momentos me peguei pensando “nossa, isso é muito eu”, não que eu seja tão consumista quanto ela, conseguindo manter o controle, mas o livro acaba fazendo refletir um pouco sobre as desculpas que sempre inventamos para continuar gastando, principalmente com coisas que nem realmente estamos precisando. Amei com todas as letras esse livro, estou ansiosa para continuar lendo a saga de Becky. Uma última coisa, é completamente diferente do filme, mas gosto dos dois de formas diferentes.

E vocês queridos leitores? São tão consumistas quanto Becky Bloom?

Deixem nos comentários,

Bjs e abraços,

Ana

Estudante de concurso, formada em ecologia e que sempre vive no mundo dos livros

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